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Genaro Magri lança música Nosso carro azul

  • 24 de mai. de 2024
  • 4 min de leitura

Artista concedeu entrevista ao Cultvando e revelou detalhes de seu novo álbum 


Capa do single Nosso Carro Azul que consta com uma foto de Genaro na arte
O single está disponível nas plataformas de streaming (Foto: Genaro Magri)

Leonardo Gimenez e Emanuele Bizzo


Ao longo das últimas semanas, o cantor bauruense Genaro Magri vem lançando as músicas do seu mais novo álbum. Nesta sexta-feira (24), foi a vez da canção Nosso carro azul, em parceria com Pedro Altério, que já está disponível nas plataformas digitais. Em meio aos lançamentos, o Cultvando conversou com Genaro para saber mais sobre seu atual momento na música.


Sendo um admirador de Nando Reis, Caetano Veloso e Rita Lee, o artista bauruense contou detalhes sobre o início da sua relação com a música e as oportunidades oferecidas em Bauru para novos artistas. Além disso, falou a respeito do seu mais novo álbum, Eu me apaixono em cada esquina, que tem a participação de alguns nomes já bastante consagrados.


Como começou sua relação com a música? Quando era pequeno eu gostava muito de arte de maneira geral. Eu queria fazer teatro, mas algo me levou para a música. Lembro que entrei em uma aula de guitarra quando eu tinha nove anos, comecei a tocar, fui descobrindo a composição de música. Eu sabia tocar um pouco e percebi que conseguia colocar letras nas músicas, isso desde pequeno. Acho que foi um processo muito natural de querer me expressar. Mas nunca pensei que fosse ser o meu trabalho, levou um tempo até eu perceber. Na minha família, por exemplo, não tem ninguém que fez sucesso com música, então era muito distante. Eu fiz faculdade de direito, mas já estava bastante envolvido com a música.


Como foi o processo de criação da música Tudo certin? e sua parceria com o Vitin? É muito curioso porque o Vitin é o ex-vocalista da banda Onze:20, que talvez tenha sido a mais tocada no Brasil, há uns dez anos. Eu cresci ouvindo as músicas, assistindo os clipes e achando tudo muito legal. No ano passado, eu fui cantar em um festival de música no Ceará e abri o show do Vitin quando ele estava começando sua carreira solo. Mas por sorte do destino nós compartilhamos o mesmo camarim, então fizemos uma amizade e começamos a trocar “figurinha” pelo Instagram.

Eu estava escrevendo um álbum novo, então pensei em compor e mandar uma para ele, já que o máximo que poderia acontecer era ele dizer que não daria certo. Mandei a música Tudo certin?, ele gostou da música e aceitou gravar. Mas até a gravação acontecer, se passou quase um ano porque ele tinha muitos shows e um filho com necessidades especiais que precisava de atenção. Foi uma realização, já que tem todo esse peso de ter gravado com quem eu cresci escutando. Como artista, é quase que uma validação. 


De onde vem a inspiração para as suas músicas? Já passou por algum bloqueio criativo? Eu sinto muito bloqueio criativo. Tem momentos da minha vida em que estou muito inspirado e nem sei o que fazer com tanta inspiração. Mas tem momentos que parece que não tenho nada para falar. O que eu tento fazer é aproveitar a inspiração produzindo o máximo que posso para, na fase de baixa criatividade, ter o que fazer. É uma oscilação, tem momentos em que a vida está mais calma mesmo. O segredo é ver as coisas bonitas no dia a dia, que está cheio de poesias pequenas. Com os olhos atentos, conseguimos captar. Então, a vida por si só é uma fonte de inspiração.


Você acredita que o cenário musical de Bauru está aberto para novos talentos? É um dilema. Sinto que Bauru é um berço de muitos artistas, mas também sinto que a cena musical é fraca, principalmente para composições autorais. Os lugares para apresentação de artistas autorais são bastante restritos por causa da mentalidade das pessoas. Muitas vezes preciso sair de Bauru para fazer shows autorais.


Quais histórias te impactaram na sua trajetória? Eu reparo muito nas coisas, gosto de aprender com a história de outras pessoas. A maioria das minhas músicas são sobre relacionamentos, gosto muito de escrever sobre isso. Mas nem tive tantos relacionamentos, então eu aprendo muito reparando nas coisas. Tem uma música chamada Fica Hoje, que eu escrevi quando conheci uma pessoa pela internet e me apaixonei. Essa pessoa morava no Rio Grande do Sul, então resolvi mandar a música para ela. Mas descobri no Instagram que ela estava comemorando um mês de namoro. Apesar disso, eu adoro a música. 


O que seus fãs podem esperar do seu novo álbum? Muito do que já esperam, músicas sobre relacionamentos, a vida de maneira descontraída e, em algumas músicas, de maneira mais profunda. Acho que esse álbum deu um passo a mais, porque sempre produzi minhas músicas sozinho e com pouco recurso. Mas desta vez fizemos um trabalho mais longo, tecnicamente mais profissional que os outros. Além disso, todas as canções têm histórias e clipes muito legais.


Como foi sua parceria com o Pedro Altério, do 5 a seco, na música Nosso carro azul? Parece um sonho. Conheci o Pedro em 2018 e começamos a conversar, ele sempre como um ídolo para mim. E desde que essa música foi concebida eu pensava que era a cara do 5 a seco, mas tudo parecia muito distante. Mesmo assim, eu mandei a música e ele adorou. Só que o único dia que ele tinha para gravar era logo no dia seguinte. Fui para a cidade dele e gravamos o clipe. A música é linda e adoro que o Pedro faz parte dela. 


Ouça agora a nova música Nosso carro azul, lançada nesta sexta.




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