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Apesar de bons momentos de nostalgia, Ghostbusters: Apocalipse de Gelo não empolga

  • 17 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Poster do filme Ghostbusters Frozen Empire, que apresenta protagonistas do filme em um cenário de destruição no gelo.
Além do retorno da nova equipe, filme tem participação especial dos caça-fantasmas originais (Foto: Sony Pictures)

Leonardo Gimenes


Em uma franquia de filmes, enquanto o primeiro tem a missão de estabelecer um universo e seus personagens, o segundo precisa desenvolvê-los a partir de um novo desafio. Nesse sentido, Ghostbusters: Apocalipse de Gelo apresenta mais uma ameaça fantasmagórica que precisa ser derrotada pelos caça-fantasmas, que ainda contam com a ajuda de novos personagens.


No entanto, é justamente o acréscimo desses novos rostos que parece atrapalhar o desenvolvimento da equipe apresentada em Ghostbusters: Mais Além. Isso porque, além de perder tempo com personagens totalmente descartáveis, o roteiro de Gil Kenan e Jason Reitman apresenta problemas desinteressantes para os membros da família Spengler.


É o caso, por exemplo, do atrapalhado Gary (Paul Rudd), que deseja se estabelecer como pai, ou então de Travor (Finn Wolfhard), cujo único problema que enfrentou foi tentar capturar um fantasma comilão. No fim, praticamente não existe evolução dos membros da equipe em relação ao filme anterior, o que mostra a ineficiência do roteiro em lidar com tantos personagens (alguns até descartáveis).


Com personagens menos carismáticos que no primeiro filme, a sequência acaba sendo sustentada pela nostalgia dos filmes clássicos, seja com objetos e trilha sonora seja com o retorno dos integrantes da equipe original de maneira ainda mais participativa. Esses momentos são os melhores e mais inspirados do filme, já que até mesmo a imponente ameaça construída em quase duas horas é frustrante.


O espírito maligno libertado de uma esfera pode até ser ameaçador e apresentar uma aparência bastante convincente, mas não se sustenta no ato final do filme. Depois de colocá-lo como um antagonista desafiador até mesmo para tantos personagens, o roteiro se vê sem saída e escolhe uma opção fácil e decepcionante para a equipe, enfim, derrotá-lo e salvar Nova York, cenário clássico da franquia.


Quanto à comédia, marca registrada da franquia, a sequência parece menos inspirada do que o primeiro filme, o que também aconteceu com o drama. Phoebe (Mckenna Grace) assume novamente o protagonismo, mas com uma história que desperta pouco interesse ao retratar o dilema de uma adolescente que não pode ser uma caça-fantasmas por causa da idade.


Mesmo com momentos de nostalgia, Ghostbusters: Apocalipse de Gelo é uma sequência apagada de um primeiro filme bem mais interessante. É natural que novos longas virão, uma vez que ainda estão rendendo boas bilheterias. Agora resta saber até quando uma franquia pode se sustentar entregando apenas saudosismo para seus fãs.


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